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Alckmin depõe por uma hora sobre acusação de caixa 2 na eleição 

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Alckmin prestou depoimento na sede do MP e não falou com a imprensa (Nelson Antoine/Folhapress - 15.08.2018)

Alckmin depõe por uma hora sobre acusação de caixa 2 na eleição 

O candidato do PSDB à Presidência nas eleições 2018, Geraldo Alckmin, depôs por cerca de uma hora na sede do Ministério Público em São Paulo no inquérito que apura um suposto repasse de R$ 10 milhões em forma de caixa dois da Odebrecht para suas campanhas em 2010 e 2014. Ele foi ouvido pelo promotor Ricardo Manuel Castro e entrou e saiu do prédio sem falar com jornalistas.

Antes da audiência, em evento de campanha em SP, o ex-governador paulista afirmou que prestar contas é um dever cotidiano dos agentes públicos e voltou a defender que suas campanhas eleitorais anteriores não infringiram a lei.

— É dever de quem está na vida pública cotidianamente prestar contas. Vou esclarecer o que quiserem. As minhas campanhas sempre foram modestas e rigorosamente dentro da lei.

Além do ex-governador paulista, também são investigados o empresário Adhemar César Ribeiro, cunhado do tucano, e Marcos Monteiro, ex-secretário de Alckmin e tesoureiro da campanha de 2014.

Os executivos da Odebrecht e o cunhado do tucano já prestaram depoimento nas últimas duas semanas no inquérito instaurado pelo MP-SP. O cunhado do ex-governador negou ter recebido dinheiro para campanhas políticas de Alckmin.

Delação

Segundo José Eduardo Rangel Alckmin, um dos advogados do ex-governador, o depoimento foi “tranquilo”. Ele afirmou que o processo corre em sigilo de Justiça e a defesa ainda não teve acesso a todas as provas do inquérito, apenas ao conteúdo que já é público, como a delação dos executivos da empreiteira. Por outro lado, a defesa entendeu que até agora foram apurados “fatos insubsistentes” contra o ex-governador.

Questionado sobre se a delação seria suficiente para abrir uma denúncia, José Eduardo lembrou que o instrumento é apenas um meio para obter prova e deu como exemplo a rejeição da denúncia contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) ontem pelo STF.

— Se não forem construídas provas (contra Alckmin), não há motivo para abrir inquérito.

O advogado disse que a delação premiada “é um recurso válido, mas condenar sem prova não é possível”.

— Eu entendo que a delação, que está na lei, é um recurso válido, mas como já tem jurisprudência sobre isso, não basta a delação. Ela é um caminho para se chegar à prova. Condenar sem prova não é possível.

O advogado comentou ainda que não se falou em novos depoimentos e que a defesa ainda não cogita pedir o arquivamento da investigação. Ele não quis opinar sobre a escolha da data do depoimento de Alckmin, no ultimo dia para inscrição das chapas à eleição. “Isso é uma consideração subjetiva, prefiro não entrar.”

(Fonte: R7)

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